publicado em 20 de setembro de 2012
  Passeio Na Serra do Rola Moça, em BH.

Por Wilson Dias  Araújo

No domingo, 16/09/2012, de manhãzinha, às 7h. tomamos dois micro-ônibus, aproximadamente umas quarenta pessoas. Já estávamos no alto do município de Ibirité, mas pela estrada poeirenta, continuamos a subir mais ainda. No entanto, a visão que desfrutávamos lá do alto, compensava o pó da estrada. Víamos tudo de lá de cima, Ibirité, Belo Horizonte, Contagem, e outros municípios não identificados. Avançando pelo dorso da serra, conseguíamos ver também do outro lado, o direito, onde dormia minha cidadezinha, a Nova Lima, outrora explorada à exaustão de seu ouro, pelos ingleses. A companhia dos viajantes contagiava, pois havia um bom número de adolescentes que conseguiam com canções, infundir sua alegria efusiva nos demais passageiros. Veio a primeira parada, às 8,45h, na Sede do IEF (Instituto Estadual de Florestas) com seu porte “chique” apesar de estar isolado no alto da montanha. Dentro, no minúsculo auditório, fomos contemplados com um banho de história e geografia, fauna e flora juntos, numa aula que, através da projeção em um telão, nos brindou com um mergulho no conhecimento da intimidade daquela serra, que ainda (?) é, patrimônio mineiro. A fala que acabávamos de ouvir mostrou-nos ações plantadas pelo governo de Minas Gerais, com vistas à proteção ambiental, convincentes para um turista comum. Mas não era o nosso caso. Todos nós, daquela caravana, tínhamos uma segunda intenção, ou melhor dizendo, uma “primeira” intenção: a de proteção real de “nossa serra” e seus mananciais ameaçados. Dali, partimos para o bairro Jardim Canadá, pertencente a Nova Lima, onde estava a primeira nascente a receber nossa visita: a Represa Catarina, assim denominada e formatada como condição de assegurar sua proteção ambiental. Ao pé da “Catarina” fizemos nosso lanche comunitário, com tudo que tínhamos direito e conseguido transportar. Este foi um momento “sagrado”, onde houve a oportunidade de nos conhecer um pouco mais, dentre os componentes da caravana. Houve espaço para as apresentações, saber das origens de cada um, etc., etc. A refeição sempre aproxima as pessoas, não é mesmo? O único instante triste desta viagem, foi aquele em que fotografamos trechos escavados na beira da estrada, revelando a devastação produzida pelas mineradoras, deixando bolsões descobertos de vegetação, e pequenos lagos de água contaminada, fruto do despejo de residos, um “sinal de morte” da natureza. Visitada a nascente “Catarina”, um dos fluxos d’água que abastecem a Grande BH, retornamos pela mesma estrada, visando agora o lado de Ibirité, em busca da segunda nascente a ser visitada, a “Tabões”. Essa, de porte menor que a anterior, porém, mais acessível, e cuja beleza do seu visual conseguiu completar o programa pretendido pelo “Movimento Defesa do Rola Moça”. Ao final, num grande círculo simbolizando um abraço àquelas nascentes, “contemplando e ouvindo” o chuá chuá das águas, tivemos um momento de sintonia com Deus através de uma oração à mãe natureza, por sinal, nada convencional e conduzida por um dos integrantes do grupo. Alguns avisos finais e convites para as duas próximas reuniões do Movimento. Fomos todos convidados a uma próxima vinda à Serra, já programada para o dia Onze de Novembro/2012.

Espero que tenham se sentido visitantes da Serra do Rola Moça, simpatizando com esta causa.

O Instituto Areté Educar Agradece o senhor Wilson Dias pelo Envio desta notícia e fotos. Aguardamos Anciosos os próximos passeios.

Comentários

comentário

  1. Wilson Dias de Araújo disse:

    Prezados membros do Instituto Areté Educar, sinto-me agradecido pela importância que vocês deram à minha fala tão despretenciosa.
    Mas, gostei do caminho aberto ao tema, já que o Movimento em Defesa do Rola Moça, tão pequeno e singelo em sua constituição, não dispõe de meios para divulgar seus feitos e suas lutas. Parece-me que este caminho poderá ser uma ótima contribuição à nossa bandeira de luta. Infelizmente, não sou traquejado nestas ferramentas informatizadas, mas me disponho em aprender mais para favorecer as boas causas. Peço apoio pra tal.
    Wilson

 
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