publicado em 15 de novembro de 2016
  Negra Arte A Filha do Quilombo

Conheça   a  Filha do Quilombo:

 Sirlene Barbosa, quilombola, pertence à comunidade remanescente de Quilombo do Puris, Comprometida com a comunidade/Associação de Puris com o Cargo de Elaboração de Projetos e Resgate Cultural, Representante das  Comunidades Quilombolas do Norte de Minas Gerais junto ao Movimento Nacional de Direitos Humanos – MNDH.

A Filha do Quilombo

Sirlene Barbosa – A Filha do Quilombo

 

Puris, Manga

Comunidade Quilombola e suas tradições Ancestrais

 

 

 

 

 

 

 

 

Puri é uma comunidade quilombola que recebeu a certificação em 2006 pela a fundação palmares, órgão que representa as comunidades quilombolas de todo o Brasil,e está Localizada no Vale do Rio Calindó, Circunscrita pelo Território da Cidadania que faz parte do conjunto de populações Tradicionais de Remanescentes de Quilombo do Município de Manga. A cultura e a tradição do quilombo são baseadas nos conhecimentos herdados pelos seus antepassados tanto na plantação, colheitas, festejos e até mesmo nas fabricações de instrumentos e ferramentas de uso diário.

Desfile

 A Pedagogia e Assistência Social: 

Em 2012, graduada em Serviço Social pela Universidade Norte do Paraná em 2013,  Cursou até o 5º Período de Pedagogia também pela mesma Universidade, participou do Curso de Formação de Professores de Educação Escolar Quilombola pela (UFMG). Resolveu cursar pedagogia por ser uma graduação que lhe permitia ficar dentro da comunidade,  trabalhou alguns meses depois do início do curso, como Professora de Educação Infantil, onde teve uma experiência espetacular, na escola  desenvolveu as duas práticas, Professora, ainda fornecia orientação social e fazia encaminhamentos dos casos que aparecia na escola para as Assistentes Sociais competentes, Prestava atendimento individual, orientação social e encaminhamento às famílias cujas crianças necessitarem de atendimento especializado.

Com os meninos adolescentes na comunidade Quilombola Puris, Manga, MG.

A Educação é o berço de toda a construção de um projeto de futuro.

Foi nas organizações dos desfiles nas comunidades,

que a Marca Negra Arte começou a  ganhar forma no

coração e na mente de Sirlene Barbosa.

Negra Arte e Religiosidade: Oficineira de turbantes e brincos afros e proprietária da marca Negra Arte. A religiosidade esta ligada nos festejos que são: encontrados nas novenas de santa cruz, festa de são Sebastião e reisados.

 

 

 

Compromisso com o Desenvolvimento Étnico e Cultural da Comunidade: Em 2013, Sirlene Barbosa Organizou O I desfile de beleza negra na comunidade com o objetivo de valorizar e fortalecer a identidade quilombola. Contou  com  a parceira a Escola Municipal Castelo Branco.

Concorrido Desfile na ComunidadeO desfile aconteceu no mês de Novembro, teve como destaque o Dia da Consciência Negra, com história de reflexão sobre a inserção do       negro na sociedade brasileira.      A partir deste evento, o desfile foi inserido como atividade oficial nas datas comemorativas. Em 2014 o desfile fez a abertura da festa da associação remanescente Quilombola do Puri e calindó (ARQUIPUC).

Negra Arte e CONAQ.

A Coordenação Nacional de Comunidades Quilombolas – CONAQ e a Federação N´golo. Sempre parceiras de Sirlene Barbosa e a Negra Arte Veste suas lideranças.

 

 

 

 

 

 

Caravana de Educação em Direitos Humanos

Cartaz da Caravana de Educação em Direitos Humanos nos dias 24 e 25 de Janeiro de 2015 nos municípios de São Francisco e Manga, no Norte de Minas.

Preparando os Trabalhos iniciais da Caravana de Educação em Direitos Humanos

Caravana de Educação em Direitos Humanos 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sirlene Barbosa foi  convidada por Gildázio Santos, então  Conselheiro  Nacional do Movimento Nacional de Direitos Humanos – MNDH, a organizar e articular as Comunidades Quilombolas para participarem da Caravana de Educação em Direitos Humanos na Cidade de Manga em 25 janeiro de 2015, o evento era um projeto da  Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), realizada em parceria com o MNDH, a Rede de Educação Cidadã – Recid, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República – SDH e instituições Movimentos Locais.

Parceria para promoção da causa Quilombola.

Os Parceiros – FLACSO E CONEN – Coordenação Nacional de Entidades Negras.

Segundo Sirlene Barbora: “neste momento tive a certeza que eu estava no caminho certo, tive a certeza também que está era a oportunidade que eu esperava para dá o pontapé inicial nesta minha trajetória como liderança e representante das comunidades tradicionais, participar e organizar deste Seminário onde a Caravana de educação em Direitos Humanos veio ouvir as problemáticas que as comunidades enfrentam,  como: Escassez da água, Perdas das roças, Demora nas titulações, Revitalização dos rios calindó e japore, Falta de Assistência Técnica, Comunidades esquecidas, Falta de Médicos, falta de Saneamento Básico, Incentivo a Cultural, me direcionou ao Mestrado na UnB. A caravana documentou todos os problemas apresentados pelas comunidades e direcionou aos órgãos responsáveis por todos os problemas apresentados. Este seminário realizado pela caravana foi de suma importância não somente para minha trajetória profissional, mas também para cada representante e liderança de comunidades tradicionais, pois ouviu e relatou os problemas que cada um enfrenta em suas respectivas localidades e afirmo que as sementes plantadas neste evento começam a germinar e futuramente já podemos colher os frutos.”

Todas as Comunidades do Município atenderam o Chamado.

Mobilizadora da Caravana de Educação em Direitos Humanos em Manga.

Mestrado:

Mestranda em Sustentabilidade junto a povos e território tradicional – MESPT/UNB. Brasília DF. “A UnB representa para mim uma vitória, um elo da corrente que se quebrou, sei que não sou a única quilombola a entrar nesta universidade, mas sou a única quilombola  a cursar  um mestrado especifico para comunidades tradicionais, nesta instituição tive vários aprendizados e troca de saberes, diálogos, experiências com outros personagem importantes como os indígenas, geraizeiros, pomerano, pescadores e quilombolas do exterior.”(Sirlene Barbosa)

Vítima de Preconceito e Assédio:

“Preconceito, discriminação e assedio, passo por isso constantemente, já fui confundida com uma garota de programa, na quadra onde moro “a pessoa disse que me confundiu” mas sabemos que uma mulher negra frequentando lugares nobres em Brasília, só pode está em busca de clientes não acham? Assim pensam a nata da sociedade brasileira. Isso é rotina em minha vida já sofri pequenos assédio até de pessoas do meu meio, pessoas que abusam do poder ou do cargo que ocupa para conseguir o que deseja ou o que quer no momento, usam aquela frase “o que eu preciso fazer para ficar com vc”, isso machuca, doi , fere a alma, tenho várias relatos de preconceito, discriminação e assédio que poderia descrever aqui, mas uma eu lembro com frequência.”

“No final do ano passado estava eu com alguns amigos em um barzinho e um dos meus amigos me parabenizou pelo o mestrado, um homem me perguntou onde eu morava em Brasília, eu disse asa norte, imediatamente ele perguntou, Você trabalha na casa de quem? E completou eu conheço muitas pessoas na asa norte, Eu respondi eu não trabalho na casa de ninguém na asa norte, eu moro lá, aquele homem fixou seu olhar sobre mim, como se eu estivesse mentindo, na verdade o espanto daquele homem branco, cabelo liso, olhos azuis, foi saber que uma mulher negra de Manga podia sim, fazer mestrado na UnB e morar na plano piloto de Brasília. Para aquele homem a história que ele queria ouvir era essa “Sim eu moro em Brasília na cidade satélite e trabalho na casa do deputado fulano de tal, no plano piloto”.

Como Nasce Uma MARCA:

Participação em Feiras

A presença da Negra Arte em Feiras.

Sirlene Barbosa

Feira Coisa de Preto

Variedades e Beleza.

Coisa de Preto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“A Negra arte nasceu dos desfiles realizados na comunidade entre anos de 2013 e 2014.  E ressurgiu há 10 meses em Brasília decorrente ao mestrado de sustentabilidade, as primeiras peças foram camisetas com pequenas aplicações e em seguida criei mais de 15 modelos, usando e abusado da criatividade.

 

Bata da Negra Arte

Produtos.

A Negra Arte não é só uma marca, ela representa resistência, identidade, cultura e valorização dos nossos ancestrais, é isso que vem em mente, quando vejo uma mulher negra usando a Negra arte, a inspiração que tive para criar a Negra arte, foram justamente os desfiles realizados com as jovens da minha comunidade, eu queria fazer algo que retratasse e afirmasse a identidade da mulher quilombola, acredito está no caminho certo. Esse empreendimento vem crescendo e dando uma boa visibilidade as coisas de preto, mérito ao movimento negro que vem trabalhando contra a discriminação racial, preconceito no país, o crescimento da  população negra também é um fator importante para esse empreendimento é possível encontrar produtos específicos para este público.

Presença no Rio de Janeiro, Gestão da Marca e comercialização

Presença no Rio de Janeiro

 

A Negra Arte  produz mensalmente cerca de 70 peças, aumentando para 150 nos dias de feiras direcionados ao público negro e datas comemorativas.

Os riscos que esse empreendimento corre são os mesmos que os demais correm.

Beleza Negra com Negra Arte

a Marca da Diversidade

 

 

 

Produtos Personalizados com a Marca

Negra Arte para quem tem Bom Gosto.

 

 

A Negra Arte já tem uma lista de clientes fieis, clientes negros e não negros, que valorizam a cultura afro brasileira, veste também mulheres, lideranças que estão na linha de frente de instituições e movimentos que buscam a garantia dos direitos dos povos  de comunidades tradicionais.

 

Feira de Artesanato Mundia Negra Arte

Cliente Negra Arte Satisfeita

Arte Engajada e Comprometida

Arte engajada e Comprometida

Informação Importante: como o nível de personalização dos produtos Negra Arte é de quase 100%, tem algumas peças que não estão disponíveis mais nos estoques pois os processos de confecções estão sendo sempre atualizados conforme a demanda de cada cliente e a evolução do mercado.

Redação com a colaboração de Sirlene Barbosa.

Informações: arete.educarr@gmail.com

Vestindo quem tem História

Feira Internacional de Artesanato, Negra Arte, Vestindo Protagonistas

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